Sábado, 31 de Dezembro de 2011

Vou mudar-me para o blogspot. Por quanto tempo, não sei.



por Tatiana Rocha às 09:50
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Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2011

Em 2010, por esta altura, escrevi um texto deste mesmo género em que me limitei a falar do Gonçalo, e do facto de ter mudado de escola duas vezes nesse mesmo ano. Agora que 2011 está a chegar ao fim e eu, para ser sincera, não fiz metade do que queria ter feito, não tenho nada assim de muito interessante para dizer. Tenho várias amizades em stand-by. Pessoas com quem estava 24 sob 24 horas que viram a cara quando passam por mim. Pessoas que diziam que iam lá estar para me proteger do que fosse preciso, e que hoje em dia passam a vida a tentar deitar-me abaixo. Afastei-me de pessoas de quem nunca me imaginei a viver sem. No entanto, sobrevivi. Descobri que, afinal, há mesmo males que vêm por bem. Aproximei-me de pessoas de quem nunca me imaginei tão próxima, e se não tivessem sido elas não sei o que teria sido de mim. Confesso que andei perdida, sem fazer ideia de onde pertencia, ou de quem queria ter-me por perto. Houve quem me desiludisse. Ainda assim, penso que as desilusões que proporcionei foram muitas mais que aquelas que me deram. Lamento-me por isso. Por não ter conseguido estar calada quando devia, e ter dito tudo aquilo que me passou pela cabeça. Por não ter conseguido pôr o orgulho de lado e dar o primeiro passo no que toca a pedir desculpa, quando a culpa era minha. Por, mais uma vez, ter deitado tudo a perder com tanta gente. Há cerca de um ano, prometi a mim mesma que ia fazer os possíveis, e os impossíveis, para mudar a minha maneira de ser. Para deixar de ser tão sincera, impulsiva, ingénuna e orgulhosa. Prometi a mim mesma que ia tentar ignorar o que fosse preciso para estar bem com toda a gente. Não o fiz, e vou continuar a não o fazer. Se não fosse o meu feitio complicado, não seria a Tatiana Rocha. E isso é algo que ninguém pode negar. Quem está comigo todos os dias, sabe como lidar com o meu mau-humor matinal. Quem gosta mesmo de mim, consegue passar por cima disso tudo e estar comigo mesmo que eu esteja num daqueles dias em que não quero falar com ninguém. Em 2011 cometi mil e um erros. Entreguei-me a quem não me merecia. Tive noites que, se pudesse voltar atrás, não teria. Tive atitudes que nunca me imaginei a ter de tão infantis que foram. No entanto, se tiver caído 7 vezes, levantei-me 8. Aprendi a sorrir para a vida para que ela sorrisse de volta para mim. E foi isso que aconteceu. Apaixonei-me por alguém que me merece mais que ninguém e, apesar das coisas não estarem a ser fáceis, estou feliz. Percebi que, quando se gosta mesmo de alguém, se espera o tempo que for preciso. E eu, que sou tudo menos paciente, nestes últimos tempos, tornei-me nisso mesmo. A paciência tem tomado conta de mim, e espero que continue a fazê-lo no próximo ano. O que vou pedir à meia-noite de dia 31 resume-se a um novo amor. A conseguir a amizade do Gonçalo, a manter as que fiz ao longo de 2011 e a recuperar as que ficaram para trás por minha causa, e que valem a pena. A arranjar paciência para estudar, e a mais uma mudança de escola. Quero conhecer gente nova. Ser ainda mais feliz do que fui em 2011. Cair muito, porque isso caímos sempre, mas levantar-me logo a seguir, e melhor que nunca. Que 2012 seja aquilo que tiver de ser, estou pronta para o receber, e para ter uma grande passagem de ano.



por Tatiana Rocha às 12:04
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Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2011

Sempre me disseste que estávamos destinados a ficar juntos, e que não foi por acaso que te apaixonaste por mim depois de eu quase te ter esquecido. Que o tempo que passámos separados só havia servido para te aperceberes de que valho muito mais do que aquilo que pensavas. Hoje digo-te que talvez tenhas tazão, e o meu futuro passe mesmo por ti. Tens tido uma paciência de outro mundo comigo nestes últimos dias. Tens lá estado de cada vez que quero falar contigo, mesmo que eu não te diga nada quando és tu quem precisa de mim. De cada vez que te digo que quero afastar-me, pedes-me para ficar. E é disso que as raparigas gostam, sabes? Que lhes peçam para ficar quando dizem que se querem afastar, e que as façam sentir-se desejadas quando não sabem onde pertencem. E tu? Tu fá-lo na perfeição. Sabes como fazer com que eu sinta que o meu lugar é contigo e que, apesar daquilo que sinto por ti não ser nada de outro mundo, é contigo que devo ficar. Ajudaste-me a seguir em frente, e a pô-lo para trás das costas. Nunca te cansaste de tentar perceber-me. Compreendeste o meu silêncio, e tudo aquilo que escrevia nas entre linhas. Nunca me pressionaste. Sempre deste a tua opinião de forma a que eu percebesse que não passava disso mesmo. De uma opinião que, tal como tu próprio dizias, podia não corresponder à realidade. De cada vez que fui ter contigo, e quase não abri a boca, limitaste-te a ficar do meu lado. Só não te disse nada porque percebi que estavas a falar com ele por mensagens. É incrível quão bem já me conheces. O quanto já mudaste desde que "isto" começou. Quando era eu quem gostava de ti, tu não querias saber de mim. Estávamos juntos, sim; mas tu querias-me somente para uma coisa. Não fazes ideia do quanto me magoava ir ter contigo e, depois de eu te dizer que não, ires-te embora. Não fazes ideia de quão estúpida me senti depois de te ter dito que sim pela primeira vez. Mas tudo bem, são águas passadas. Tu mudaste tanto quanto aquilo que eu sentia por ti, e eu não faço a mínima ideia do que se segue. Mas uma coisa é certa.. Ou fico contigo, e me afasto dele; ou não fico com ninguém. O meu futuro passa por mim própria, e o mais certo é que o destino nem sequer exista. Por isso olha, que 2012 faça com que eu deixe de ter a cabeça mil. Que eu aprenda a ser feliz sozinha, já que o amor está numa de jogar às escondidas comigo.



por Tatiana Rocha às 17:47
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Domingo, 25 de Dezembro de 2011

Olá meu amor. Este Natal não vou ser egoísta ao ponto de pedir-te como prenda, como já faço há quê? Dois anos, talvez. Este Natal quero somente que me digas que estás bem, e que já encontraste quem cuide de ti. Já que nunca me deixaste fazê-lo, que encontres quem o faça como eu faria. Tens um coração enorme, e mereces o melhor do mundo. Tem um bom Natal pequenina. por MG



por Tatiana Rocha às 01:32
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Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011

Bom dia coisa linda; só quero dizer-te que, se quiseres, ainda aqui estou. Não te passa pela cabeça quão bem me soube acordar, e ter oportunidade de ler algo tão sentido quanto isso. As saudades que tenho das nossas discussões ridículas, e que acabavam sempre da mesma maneira. As saudades que tenho de te ouvir a dar-me na cabeça e de, depois disso, me encheres de beijinhos, de tão arrependido que ficavas. As saudades que tenho tuas, e da nossa amizade que sempre fora tão nossa quanto possível. Aquilo que aconteceu entre nós, é o nosso segredo melhor guardado. Ninguém sabe, e nunca ninguém vai saber. É a única coisa que, neste momento, temos em comum. E que bem me soube recordar contigo cada um dos momentos por que passámos juntos e ouvir-te dizer que, quando quiser, posso ir ter contigo. Que voltas a tratar-me como mereço, e a dar-me tudo aquilo a que tenho direito. Que, mesmo que pudesses voltar atrás, não mudavas nada. RR



por Tatiana Rocha às 21:44
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Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011

Por muito que me custe a aceitar, tu tinhas razão. Quando me disseste que eu ainda me ia arrepender da decisão que estava a tomar, e eu te virei as costas, devia lá ter ficado. Devia ter-te ouvido até ao fim, e não tapado os ouvidos. Devia ter-te dado oportunidade de me dizeres tudo aquilo que te ia no coração. Não o fiz porque sabia que, se o fizesse, tu irias, de certeza, fazer-me mudar de ideias. Conheces-me bem o suficiente para saber que teria bastado um é preferível estares comigo do que sozinha para eu recuar. Ainda assim, fiz o que achei melhor. Virei-te as costas e, apesar de ter deixado a porta aberta, fui-me embora. Não te respondi a nenhuma das muitas mensagens que me mandaste nos dias seguintes, e vou continuar a não o fazer. Eu pedi-te espaço. Disse-te que precisava de tempo para pensar. Que queria estar sozinha. Tu não foste feita para estar sozinha, foste feita para estar comigo. Todos nós fomos feitos para estar sozinhos quando aqueles de quem gostamos não querem estar connosco. Hoje já não tenho tanta certeza disso. Já não sei qual de nós estava certo, e qual de nós estava errado. Nestes últimos dias, tenho tido saudades tuas. Têm-me feito falta os teus beijos na testa, e os teus sorri. No entanto, estou feliz assim. Sozinha. Tenho tido tempo para pensar primeiro em mim, e só depois nos outros. Para redefinir prioridades, e me aperceber de quem é que me vê como opção. Para o fazer, optei por me afastar. De ti, e dele. Tu ainda hoje me mandas mensagem todos os dias, apesar de nunca receberes qualquer tipo resposta. E ele? Com ele já não falo há mais de uma semana. E só isso diz tudo, não é? Afinal, tu tinhas razão. De cada uma das vezes em que me disseste que ele não me merecia, e eu te ignorei, devia ter-te dado ouvidos. Desculpa-me por isso.



por Tatiana Rocha às 21:29
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Sábado, 10 de Dezembro de 2011

Quando me encontro com o coração nas mãos, e o sinto a querer escapulir-se-me por entre os dedos, é de ti que me lembro. Ontem, quando soube de uma coisa que haviam dito sobre mim nas minhas costas há já uns tempos e eu, sem fazer ideia disso, continuei a dar-me com a pessoa em questão, lembrei-me de ti. Lembrei-me de ti porque me senti traída e porque me apercebi de que, afinal, não posso mesmo confiar em ninguém. Lembrei-me de quando me disseste que se não te conhecesse, só poderia confiar numa pessoa. Em quem? Em ti própria. Mas eu conhecia-te e, por isso, confiava em duas. Em mim e em ti. Confiei-te a minha vida de uma ponta à outra, e entreguei-me a ti de corpo e alma. Ainda hoje não sei se fiz bem, ou mal. Ainda hoje não sei o que me passou pela cabeça para o ter feito. Para nunca te ter posto em causa, e para ter confiado em ti de olhos fechados por mais que uma vez. Para, mesmo depois de me teres deixado cair, ter voltado a pôr-me nas tuas mãos. Nunca me passou pela cabeça que estivesses a mentir-me ou que não fosses cumprir alguma das muitas promessas que, hoje sei que em vão, me fizeste. De propósito ou náo, a verdade é que me desiludiste. E eu, que confiava em ti como nunca antes havia confiado em ninguém, jurei para nunca mais. Ainda hoje não consigo confiar em ninguém a cem por cento que não em mim própria, e a culpa disso é somente tua. Não te passa pela cabeça a quantidade de meses que foram necessários para eu voltar a acreditar num amo-te ou num simples gosto muito de ti, e para não chorar ao ler um bom dia princesa dito por um outro alguém que não tu. Ainda hoje, quando conheço alguém, faço duas coisas. Primeiro, comparo-o a ti. Depois, penso em se o meu pai vai, ou não, gostar dele. Mas atenção, quando digo que o comparo a ti, não quero dizer que se ele não for como tu não é bom o suficiente para estar comigo. Quero dizer que ele tem de ser diferente de ti em todos os sentidos e mais alguns. Pode ter o teu sorriso e o teu olhar que são, ainda hoje para mim, os mais bonitos do mundo. Mas pouco mais. Não pode ter a tua dupla personalidade, nem ser tão orgulhoso e ciumento quanto tu. Não pode, de maneira alguma, tratar-me como tu tratavas. Não por não me teres tratado bem, porque a verdade é que me dizias as coisas mais bonitas, e tinhas o dom de fazer-me sentir como se fosse a única mulher à face da terra. Mas por eu associar, quase automaticamente, um amo-te a toda a hora e em todos os lugares do mundo a ti. Ou um vamos morar em New York aos nossos filhos que, pelos vistos, nem sequer vão nascer. Tens dúvidas de que se não fossem os 266 quilómetros que nos separam, por esta altura, ainda estaríamos juntos? Eu não. Mas, já que o destino se encarregou de nos afastar, tenho esperança de que mais cedo ou mais tarde faça com que os nossos caminhos se voltem a cruzar. Imagino-nos daqui a uns anos, a esbarrar um contra o outro, algures por aí. Imagino-nos a ir tomar café, e a pôr a conversa em dia. Imagino-te a pedir-me desculpa por cada uma das noites de sono que me tiraste, e por cada uma das lágrimas que me fizeste derramar. Imagino-nos, depois disso, a concretizar cada um dos sonhos que deixámos por realizar, e a fazer cada uma das muitas coisas que deixámos para depois. Eu imagino-me a receber um beijo teu de bom dia todas as manhãs, e tu? Não consegues imaginar-te a voltar a fazer parte da minha vida? Quem me dera que ninguém se tivesse posto entre nós, que eu não tivesse sido ingénua ao ponto de pensar que tu algum dia me fosses perdoar, e que tu não tivesses sido orgulhoso ao ponto de não o teres feito. Antes de te conhecer, eu ainda acreditava na construção de uma ponte quando só uma das margens a queria. Depois de me teres deixado, percebi que para dançar o tango são precisos dois. E que eu, por nós, sempre havia estado sozinha. Ainda assim, se tu quisesses, eu voltaria a virar as costas a tudo e todos por ti. Em Dezembro do ano passado, conheci um rapaz que me levou a crer que já te tinha esquecido. E eu, ainda que por momentos, acreditei mesmo que tinha conseguido pôr-te para trás das costas de uma vez por todas. Estava enganada. O mais provável é que o facto de ter alguém que me amava tanto quanto tu já tinhas amado, pensava eu, me tenha cegado. Ainda assim, quando acabou, apesar da culpa ter sido minha, fiquei destroçada. A única coisa que queria fazer era dizer-te que me sentia a morrer por dentro por ainda te amar tanto. Não o fiz. Não o fiz porque sabia que não valia a pena e que tu, caso me respondesses, te irias limitar a contribuir para a minha pseudo morte. Depois dele, ainda só pensei gostar de um outro rapaz. Mas ele, que merecia tudo aquilo que eu tinha para lhe dar, não me quis. O mais engraçado no meio disto é que eu, de cada uma das vezes em que lhes abri o meu coração, me lembrei de ti. Eu sabia que aquilo que sentia por eles em nada se comparava ao que já havia sentido por ti. A verdade é que o meu lugar ainda é, e há-de ser sempre, contigo. Tu continuas a ser o homem da minha vida, e eu continuo a amar-te por demais. Homem certo, distância errada. Espero que não por muito mais tempo. GS



por Tatiana Rocha às 19:46
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Quinta-feira, 8 de Dezembro de 2011

- Tens alguém?
- Mais ou menos.
- Vim em má altura?
- Não sei bem.
- Se quiseres, posso voltar mais tarde.



por Tatiana Rocha às 21:16
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